Sobre a artista

Gabrielle
Martins


Escultora e artista visual · Rio de Janeiro

Gabrielle Martins observando uma de suas esculturas
Sobre o trabalho

Sobre o trabalho

Gabrielle Martins é escultora e artista visual do Rio de Janeiro. Em seu trabalho, desenvolve esculturas únicas a partir de um processo de construção manual. Cada peça é encontrada, não apenas feita.

Sua produção parte de um olhar atento para a natureza e para aquilo que muitas vezes passa despercebido. Entre superfícies orgânicas, cavidades e volumes, suas obras se constroem entre o bruto e o delicado, revelando marcas do processo e das transformações da matéria.

Desde criança, encontra na criação uma forma de descobrir o mundo. Gostava de pintar com as mãos, misturando terra e pigmentos encontrados no quintal. A luz do sol entrando em casa lhe parecia uma visita ilustre que transformava a casa que sempre foi a mesma e redesenhava as paredes como um quadro novo.

O interesse pelo toque, pela superfície, pela luz e pelas transformações da matéria permanece presente em sua produção até hoje.

Mãos da artista construindo uma escultura

“Investigo, experimento e testo os limites da matéria até encontrar novas possibilidades de forma.”

Pesquisa

As esculturas exploram estruturas, marcas e transformações que podem ser encontradas em formas orgânicas. A pesquisa não busca reproduzir elementos específicos, mas observar aquilo que muitas vezes passa despercebido: cavidades, vazios, volumes e superfícies que crescem, sofrem erosão ou permanecem escondidas.

Os vazios ocupam um lugar central nesse trabalho. Atravessam a matéria, criam profundidades e permitem que a luz participe da obra. Conforme a iluminação e o ponto de vista mudam, sombras e contornos também se transformam, fazendo surgir novas formas dentro da mesma escultura.

Existe uma tensão entre aquilo que é construído e aquilo que parece ter surgido naturalmente. Estruturas rígidas dão origem a superfícies orgânicas, aproximando força e delicadeza.

Entre o familiar e o estranho, as formas parecem conhecidas, mas não se deixam identificar por completo. As superfícies despertam o olhar e sugerem o toque, convidando a uma aproximação.

Cada escultura permanece, assim, aberta à descoberta, inclusive depois de pronta.

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